quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Seminário vai discutir atuação no Sistema Prisional Brasileiro;


Os participantes vão discutir o trabalho interdisciplinar nas políticas públicas para o sistema prisional

Com o objetivo de aprofundar o debate crítico sobre o sistema prisional no Brasil, será realizado no dia 9 de novembro, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), o seminário “Atuação no Sistema Prisional Brasileiro: Desafios e Perspectivas”. Além de traçar um diagnóstico da política penal e criminal brasileira, os participantes também vão discutir o trabalho interdisciplinar nas políticas públicas no sistema prisional.
O seminário é uma parceria entre CFP, Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça (CNPCP) e Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
“Este seminário é fruto de uma articulação entre entidades e órgãos e será importante para discutir as perspectivas de atuação multidisciplinar neste contexto, tendo em vista o resgate dos laços sociais e a promoção da vida em liberdade”, afirma a conselheira do CFP à frente do seminário, Adriana Eiko.
A necessidade de que a questão penitenciária seja tratada de forma multi e transdisciplinar está refletida, segundo o juiz auxiliar da presidência do CNJ, Luciano Losekann, na realização conjunta do seminário. “Discutir o  sistema prisional é essencial, porque o Brasil não tem observado ou tem sido recalcitrante – apesar de algumas melhorias – na observância de diretivas internacionais e nacionais nos espaços de privação de liberdade”, completa.
O Diretor-Geral do Depen, Augusto Rossini, também acredita ser “louvável a iniciativa de um seminário em conjunto, que visa ampliar o debate sobre a importância da atuação de equipes multidisciplinares nas políticas públicas penitenciárias.”
Para o 2º vice-presidente do CNPCP, Vitore Maximiano, a participação do CFP e outros órgãos na discussão desses temas é essencial para que a sociedade repense o sistema prisional. “O Brasil é o quarto país com o maior número de presos do mundo. Esse número tem aumentado ano a ano e de forma preocupante. Temos sustentado que é muito importante que a sociedade se aproprie desse debate para discutir se o país está prendendo as pessoas da forma correta.”
Maximiano acredita que têm ocorrido excessos em relação às prisões no Brasil. “Temos em todo o sistema cerca de 430 mil pessoas presas, dessas, menos de 15% estão encarceradas porque mataram”, destacou.  Segundo ele, a média nacional é de 250 presos por 100 mil habitantes. O custo do sistema prisional para o governo brasileiro também é alto, ultrapassa os R$ 10 bilhões.
“Para o CFP, um debate ampliado sobre o sistema prisional também deve incluir posicionamentos a cerca dos princípios éticos, que regem as diversas atuações profissionais e uma análise de conjuntura efetiva que revele a democracia, o modelo econômico e a reorganização de laços sociais, sem os quais nenhuma análise isolada temas fundamentais para a construção de novas perspectivas”, disse a vice-presidente do conselho, Clara Goldman.
Em breve mais informações sobre o processo de inscrição e a programação do evento.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Kleist por Deleuze

A linha de fuga marca, ao mesmo tempo: a realidade de um número de dimensões finitas que a multiplicidade preenche efetivamente; a impossibilidade de toda dimensão suplementar, sem que a multiplicidade se transforme segundo esta linha; a possibilidade e a necessidade de achatar todas estas multiplicidades sobre um mesmo plano de consistência ou de exterioridade, sejam quais forem suas dimensões. O ideal de um livro seria expor toda coisa sobre um tal plano de exterioridade, sobre uma única página, sobre uma mesma paragem: acontecimentos vividos, determinações históricas, conceitos pensados, indivíduos, grupos e formações sociais. 

Kleist inventou uma escrita deste tipo, um encadeamento quebradiço de afetos com velocidades variáveis, precipitações e transformações, sempre em correlação com o fora. Anéis abertos. Assim seus textos se opõem de todos os pontos de vista ao livro clássico e romântico, constituído pela interioridade de uma substância ou de um sujeito.  (Deleuze e Guattari, Mil Platôs).


Os textos do Kleist são realmente muito bons. Confira o conto Teatro de Marionete e sua famosa tragédia Pentesiléia. Vale ressaltar que o prólogo aqui apresentado de Pentesiléia teve como um dos seus tradutores Roberto Machado, um dos mais profícuos comentadores em nosso país de Deleuze e Foucault 



IV Seminário Internacional de Direitos Humanos, Violência

O Programa de Estudos de América Latina e Caribe (PROEALC) solicita apoio na divulgação no IV Seminário Internacional de Direitos Humanos, Violência e Pobreza. O Grupo Transversalizando, que terá vários de seus membros participando deste importante evento, faz a sua parte. 
Participem!




terça-feira, 9 de outubro de 2012

Colóquio de Antropologia Urbana


O Centro de Ciências Humanas e Educação e o curso de Ciências Sociais da UNAMA promovem no próximo dia 11 o Colóquio de Antropologia Urbana. 

                                     

Maiores informações através do telefone: (91) 4009-3069 ;

Seminário Educação Popular como instrumento de luta e Resistência na Amazônia;


Um dos principais problemas que dificulta o desenvolvimento social do Brasil é a situação em que a educação se encontra. Mais do que discutir o acesso dos brasileiros ao sistema educacional, é preciso combater a evasão e priorizar uma nova política educacional, caracterizada pelo diálogo com novos métodos pedagógicos marcados pela inclusão e pela afirmação das identidades dos povos. Por defender essa concepção, o Instituto Universidade Popular (UNIPOP) realizará, no próximo dia 25 de outubro, no Hotel Beira Rio, em Belém, o Seminário Educação Popular como instrumento de luta e resistência na Amazônia.

Para maiores informações e inscrição, clique aqui

Biopolítica, Arte de Viver e Educação

O livro Biopolítica, Arte de Viver e Educação – organizado por Pedro Pagni e Sinésio Bueno Rodrigo Gelamo – acaba de ser lançado e encontra-se disponível, na íntegra e em forma de e-book, no site da Editora Oficina Universitária/Cultura Acadêmica (UNESP).

Para visualizar o e-book clique aqui


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Movimento STOP DSM


A campanha STOP DSM é uma ação internacional coletiva que combate o uso abusivo e indiscriminado de medicamentos, esclarece os perigos desta prática e denuncia os interesses econômicos por trás da classificação de diagnósticos na área de saúde mental. 
Em agosto de 2012, o Núcleo Rio de Janeiro do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade,  em parceria com o CRP-RJ, com a Regional Rio da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO/RJ), com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e com o Instituto de Psicologia da UFRJ realizaram o evento STOP DSM - Recusamos a vida Medicalizada e Patologizada. O evento discutiu as ações nacionais e locais do Fórum e os dispositivos do DSM para o controle do aprisionamento da vida.
O evento foi transmitido online pela Rede Humaniza SUS. 

Para ter acesso as discussões do evento acesse: http://www.redehumanizasus.net/13156-stop-dsm