domingo, 9 de setembro de 2012

Convite para Defesa de Dissertação de Mestrado

O grupo Transversalizando convida para a Defesa de Dissertação de Mestrado de Danielle Santos de Miranda, orientanda da Profª Drª. Flávia Cristina Silveira Lemos, com o tema:  Uma Análise Genealógica da Objetivação Mulher em Documentos do UNICEF. Sua banca será composta por: Profª Drª. Heliana Conde, pelo Profº Drº. Ernani Chaves e pela Profª Drª. Dolores Galindo. Sua defesa acontecerá no dia 01 de outubro de 2012, às 9:00hs, no auditório do Instituo de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na Universidade Federal do Pará (UFPA);

Também convidamos para a Defesa de Franco Farias da Cruz, orientando da Profª Drª. Flávia Cristina Silveira Lemos, com o tema -  Cultura de Paz e UNESCO: uma analítica documental da gestão de corpos no Brasil. Sua banca será composta por: Profº Drº. Marcos César Alvarez, Profº Drº. Kleber Prado Filho e Profº Drº Ernani Chaves. A defesa acontecerá na Universidade Federal do Pará (UFPA), no prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), no dia 02 de outubro de 2012 às 09:00hs.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Professores da UFPA decidem manter a Greve!


Os professores da UFPA decidiram manter a greve da categoria em assembleia geral da ADUFPA, que reuniu mais de 100 docentes na manhã de hoje, 5, no hall da reitoria da instituição. Durante a votação, apenas nove docentes foram contrários e um se absteve. Os demais concordaram com a manutenção do movimento grevista e aprovaram a intensificação da pressão sobre o governo Dilma.
Na assembleia, os professores da UFPA indicaram que o Comando Nacional de Greve promova ações que deem visibilidade nacional ao movimento. Entre as atividades, os docentes propõem a realização de um ato público em Brasília, com o envio de comitiva de professores de cada universidade para pressionar o governo federal pela retomada das negociações.
A categoria decidiu também intensificar a pressão junto aos parlamentares, em virtude do governo ter encaminhado ao Congresso Nacional, no último dia 31 de agosto, o Projeto de Lei 4368/12 que desestrutura a carreira docente. Fruto dessa articulação, o Comando Local de Greve promoverá nesta quinta-feira, 6, às 11 horas, na sede da ADUFPA, uma reunião com o deputado federal e professor da UFPA, Claudio Puty.
Em nível local, foi marcada uma agenda de atividades, que inclui a construção e participação massiva no tradicional Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro, com saída a partir das 9 horas, do CAN em direção à Praça da República. Os docentes devem também participar das sessões do Consepe e do Consun da UFPA, nos dias 11 e 12 de setembro, respectivamente.
A assembleia indicou, ainda, o nome do professor Ivan Neves para representar a categoria no Comando Nacional de Greve na próxima semana, além de aprovar uma moção de apoio aos professores da Ufopa, que estariam sendo pressionados e assediados pelo reitor da instituição José Seixas Lourenço, por conta do movimento grevista.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Saúde: SUS em Debate


Por Flávia Cristina Silveira Lemos
texto publicado no site Página 13
A luta cotidiana por construir políticas de saúde coletiva e mental que rompam com o eugenismo e com o higienismo não é tarefa simples! Forjar as demandas de olhares complexos e perspectivos, com inquietações permanentes dos profissionais e movimentos sociais, da sociedade civil organizada e dos pesquisadores que militam na defesa do SUS e no campo da Luta Antimanicomial, no Brasil, na atualidade é um processo ininterrupto de lutas transversais e potentes que não podem retroceder diante dos ataques conservadores, neoliberais, medicalizantes e judicializantes da vida.
Os acontecimentos que vêm sendo acirrados e têm ampliado forças no mundo inteiro de criminalização e medicalização da pobreza, de recrudescimento penal e cada vez menos financiamento das políticas sociais públicas e críticas em prol de retornos arcaicos da filantropia moralizante em diversos contextos com práticas similares às asilares e de intensa segregação devem ser alvo de questionamento. É fundamental a organização coletiva de diferentes áreas, setores e formações da saúde, dos saberes políticos progressistas e de radicalização das lutas com alianças fortes com os movimentos sociais que possam fazer frente às ofensivas de comunidades terapêuticas, de lideranças ruralistas oligárquicas, de setores de exploração do trabalho, dos grupos que buscam fazer os direitos duramente conquistados serem extintos e minimizados em função de uma lógica de mercado perversa que destitui um Estado de Bem-estar social, além de tentar desqualificar e capturar a sociedade civil em ofertas tecnicistas e pragmáticas, violadoras de direitos, punitivas e, ainda operando a psiquiatrização das condutas mais cotidianas.
Repudiamos o recolhimento das pessoas que não consomem em shoppings e turismos por uma política de apartheid social. Também rejeitamos a internação compulsória, tortura, aprisionamento em massa, extermínio de jovens pobres negros, genocídio de povos indígenas e ciganos, silenciamento de ambientalistas e movimentos de luta pela terra, derrubada de casas e tendas de moradores de determinados locais em prol da construção civil e de políticas desenvolvimentistas e de intenso interesse imobiliário, desastres evitáveis em morros e por chuvas e acidentes, indicadores de educação baixos, aumento das desigualdades sociais e econômicas, políticas sociais higienistas e morais altamente estigmatizantes de certos grupos só intensificam a inclusão excludente dos antigos e dos novos párias da sociedade brasileira mundial.
Buscamos lutar por melhores condições de trabalho e ampliação do financiamento da saúde pública e da educação, ao invés de transferir dinheiro público para a educação privada e para compra de leitos em hospitais e privados, para clínicas particulares e para o financiamento de entidades filantrópicas, como as comunidades terapêuticas deveria ser uma bandeira de luta de todos e todas que querem e desejam viver uma democracia participativa concreta e que demandaram uma Constituição cidadã, em 1988. Não queremos mais políticas públicas compensatórias e filantrópicas e, muito menos queremos que nosso dinheiro e impostos sejam dirigidos para politicagem que destitui as decisões das conferências e dos conselhos de direitos, dos movimentos sociais e dos profissionais e pesquisadores implicados com uma sociedade de fato democrática e de cidadania não tutelada!
Chega de cinismo e de asilo, chega de recolhimento compulsório e de trabalho escravo, chega de educação de má qualidade e excludente dos pobres e dos negros, chega de extermínio de pobres, de negros, de povos indígenas, de ciganos, de defensores de direitos humanos e de jovens, chega de preconceito e de moralismo higienista na política de drogas e no campo da saúde coletiva e mental!
Lutaremos sem cessar pela luta antimanicomial, pela saúde coletiva com o SUS a todo vapor e valorizado, pela educação pública gratuita e de qualidade, pela vida afirmativa de todos e todas, com direitos fundamentais garantidos sem tutela e sem inclusão perversa!
Não iremos tolerar que nossas vozes sejam sufocadas e caladas com lógicas de mercado e de isolamento dos pobres, dos loucos, das pessoas em situação de rua, dos usuários de drogas, dos que estão detidos nas masmorras depositárias das prisões que foram alvo de uma justiça retributiva e vingativa de privação de liberdade e de outros direitos básicos, do trabalho escravo que continua presente em nosso país, da morte e desova de corpos em covas clandestinas por policiais e grupos paramilitares e não queremos mais uma mídia de oligopólio que viola os direitos e não aceita o marco regulatório da democratização da comunicação, no Brasil!
Vamos analisar os acontecimentos, os novos perigos em jogo, as potências que estão afirmando a vida e quais são os ataques atuais às conquistas de direitos pelo mercado que só produz exclusão e consumidores zumbis medicalizados, punidos e/ou mortos!
*Flávia Cristina Silveira Lemos é professora de psicologia social da UFPA e Conselheira titular no Conselho Federal de Psicologia

SEMINÁRIO DIREITO PENAL E DEMOCRACIA: REALIDADE AMAZÔNICA E INQUIETAÇÕES NO PRESENTE

O Grupo de Estudos e Pesquisas" Direito Penal e Democracia" realizará nos dias 22 e 23 de outubro de 2012 o SEMINÁRIO "DIREITO PENAL E DEMOCRACIA: REALIDADE AMAZÔNICA E INQUIETAÇÕES NO PRESENTE”. Estaremos divulgando a programação e o edital de seleção de artigos para apresentação no referido evento. Esperamos contar com a participação de todos/as neste evento que tem como objetivo lançar um olhar sobre o estudo do direito penal e do sistema de justiça criminal na região.

Maiores informações aqui

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Paradoxos da Política sobre Drogas


Em abril de 2012, no Jornal da Unesp a Professora de Psicologia Social da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Conselheira no Conselho Federal de Psicologia (CFP) Flávia Cristina Silveira Lemos participou do Fórum sobre Crack, Segurança e Política, publicando o artigo com o tema: Paradoxos da Política sobre Drogas .
Neste artigo, Flávia Lemos discute a polêmica sobre o Cacrk em que o Brasil vem vivenciando, bem como a maneira com o que o Governo Federal e alguns Estaduais vêm lidando com a situação, como o deslocamento dos usuários da rua para as Comunidades Terapêuticas. Hoje, o Crack vem sendo tratado como o problema social grave do Brasil.
O tema ganha visibilidade e é alvo de grandes especulações.

Acompanhe o artigo na página da UNESP:
http://www.unesp.br/aci_ses/jornalunesp/acervo/276/forum-jair-izaias-kappann

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Manifesto de Artistas e Intelectuais em Apoio à Comissão da Verdade;


DEMOCRACIA DE VERDADE
As oportunidades da vida nos levaram ao caminho da arte, da música e do espetáculo e, ao seguirmos esses passos, nos transformamos não apenas em artistas e intelectuais, mas em militantes da liberdade, já que temos a possibilidade de expressar nossas ideias e nossos sonhos na linguagem da arte e do conhecimento.

A democracia não nos foi dada, ela foi conquistada por uma geração que não se calou diante da opressão. A experiência vivenciada naquele período de repressão marcou vidas e foi capaz de mudar a história, mas ainda não podemos celebrar a democracia se não tivermos pleno conhecimento das violaçoes cometidas nesse passado tão recente.

O que nos move nesse momento é a esperança de que os parlamentares possibilitem a atual e as futuras gerações o conhecimento desses fatos, para sabermos a verdadeira verdade.

Como defensores da livre expressão do pensamento e da democracia, manifestamos ao Congresso Nacional nosso desejo de aprovação do projeto de Lei 7.376/2010, que cria a Comissão Nacional da Verdade para que essas violações sejam lembradas e conhecidas pelo povo brasileiro, pois essa é a única forma de garantirmos que isso nunca mais aconteça. Chegou a hora da verdade que o Brasil tanto espera.

Brasília, 21 de setembro de 2011.

onde você também encontra os Artistas e Intelectuais que já aderiram ao Manifesto.

Site do Observatório de Segurança Pública recomenda nosso livro;


Transversalizando no ensino, na pesquisa e na extensão.


Flávia Cristina Silveira Lemos, Ana Lúcia Santos da Silva, Cristiane de Souza Santos, Débora Linhares da Silva (orgs). Curitiba: CRV. 2012. 487 pgs.

ISBN 978-85-8042-312-9

Este livro é efeito de encontros, muitos encontros, marcados por paixões, saberes, indagações, com intercessores que nos tocam e nos movem, nos deslocam a pensar, a fazer perguntas e a nos aventurar pela escritura. Vale mencionar que este livro foi tecido a muitas mãos, de maneira cotidiana. Assim, estes textos resultaram de nossos fazeres e das perguntas-problema que nos colocamos como inquietude, marcados pela presença de Michel Foucault e de Gilles Deleuze nos entremeios de nossos corpos e nas intensidades que nos afectam e nos intrigam e nos deslocam.

Estes manuscritos trazem os efeitos e as marcas dos intercâmbios com docentes de várias universidades: UFMT, UFSC, UFF, UERJ, CEUB, UFS, UFRGS, UNESP, PUC/MG, PUC/RJ e UNAMA. E, ainda é importante ressaltar que há no presente livro capítulos de autores de diferentes formações: filosofia, história, psicologia, pedagogia, comunicação, educação física, biologia, serviço social, sociologia e direito. Vários programas de pós-graduação em conversação por meio deste livro que estão alocados nas universidades supracitadas.

É importante dizer que os capítulos reunidos nesta coletânea formam um conjunto de estudos de iniciação científica, projetos de extensão, trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado, teses de doutorado, de pesquisas desenvolvidas por professores de diferentes universidades, fruto de conversas em projetos de pesquisa em comum, em bancas de defesa, em mesas-redondas, em seminários/colóquios realizados em conjunto e de percursos ligados a uma variedade de áreas afins à Psicologia social e institucional.

Veja outros lançamentos recomendados em: http://www.observatoriodeseguranca.org/node/332